Casos de cinomose no interior de SP acendem alerta: vacina em dia é a principal proteção

· Atualizado em

· por

cinomose
Resposta rápida: relatos recentes de cães com cinomose no interior de São Paulo, em setembro de 2026, levaram veterinários a reforçar o alerta. A doença é viral, muito contagiosa e pode matar. Filhotes sem vacina são os mais atingidos. A principal forma de prevenção é manter a vacinação polivalente em dia, conforme o protocolo do veterinário.

A cinomose voltou a preocupar tutores em setembro de 2026. Relatos recentes de animais infectados no interior de São Paulo chamaram atenção para a doença, que, segundo veterinários, continua aparecendo nas clínicas durante o ano todo.

O alerta foi reforçado pelo médico-veterinário Igor Moretto Soffo, supervisor da Clínica de Pequenos Animais do Hospital Veterinário da UniMAX, em Indaiatuba (SP), em entrevista à revista Cães e Gatos. Ele lembra que a cinomose é uma doença viral de alta transmissão que pode afetar vários sistemas do organismo do cão e levar à morte nos casos mais graves.

Quem corre mais risco de cinomose

Os mais atingidos são os filhotes não vacinados. Mas cães adultos e idosos também podem adoecer quando não estão protegidos pela vacina ou têm a imunidade comprometida. Outros fatores de risco apontados por veterinários:

  • não ter recebido a vacinação completa;
  • ter acesso livre à rua;
  • ter vindo de abrigos ou de locais com muitos animais juntos;
  • conviver com cães de vacinação desconhecida.

A transmissão acontece principalmente pelo contato com secreções de cães doentes. Por isso, um animal infectado pode passar o vírus para outros da casa ou da vizinhança. Ao contrário do que muita gente pensa, vira-lata não é imune a doenças como essa.

Vacina e cuidados em casa

A principal forma de prevenção é manter a vacinação em dia, seguindo o protocolo do médico-veterinário. As vacinas polivalentes (como V8 e V10) incluem proteção contra a cinomose e precisam de reforço periódico. Confira o nosso calendário de vacinação de cães e gatos.

Além da vacina, os veterinários recomendam:

  • evitar o contato do filhote com cães não vacinados até completar o esquema;
  • fazer quarentena de animais recém-chegados antes de juntá-los aos outros;
  • isolar e higienizar o ambiente se houver suspeita ou diagnóstico;
  • manter o acompanhamento veterinário periódico.

Quando o cão adoece, o tratamento é de suporte (hidratação, alimentação e controle dos sintomas) e deve ser conduzido pelo veterinário. Para saber mais sobre os sinais e as fases da doença, leia o nosso guia completo sobre cinomose em cães: sintomas, fases e tratamento. A mesma vacinação também protege contra a parvovirose em filhotes, outra doença grave.

Vídeo: “Cinomose: não esqueça de vacinar seu pet!”, da TV Aparecida (YouTube).

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com um médico-veterinário. Diante de qualquer sinal de problema de saúde no seu animal, procure atendimento veterinário.

A vacinação do seu cachorro está em dia? Tire suas dúvidas nos comentários.

Fonte: Revista Cães e Gatos: Cinomose entre cães: há um possível surto no Brasil? (11/09/2026)

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

📈 Mais lidos