Com a chegada das frentes frias ao Brasil em julho, os cuidados com pets no frio voltam ao centro das atenções de tutores e veterinários. Assim como as pessoas, cães e gatos sentem a queda das temperaturas, e alguns grupos são especialmente vulneráveis: filhotes, animais idosos e raças de pelo curto podem desenvolver hipotermia se ficarem expostos ao frio, ao vento e à umidade por muito tempo.
Segundo reportagem da CNN Brasil que ouviu médicos-veterinários, os filhotes têm pelagem menos densa e um sistema imunológico ainda em formação, o que reduz a proteção natural contra o frio. Já os pets idosos são mais suscetíveis a alterações respiratórias e a desconfortos nas articulações, que costumam piorar nos dias gelados. Raças de porte pequeno e pelo curto, como chihuahuas, dachshunds e galgos, também perdem calor com mais facilidade que animais de pelagem espessa.
Índice:
Quais são os sinais de hipotermia em cães e gatos
Reconhecer cedo os sinais de que o animal está sentindo frio demais é a parte mais importante dos cuidados com pets no frio. Os tutores devem procurar um médico-veterinário ao notar os seguintes sintomas:
- Tremores contínuos e tentativa de se encolher ou buscar cantos quentes;
- Apatia, sonolência excessiva e queda no nível de atividade;
- Perda de apetite;
- Alterações respiratórias, como dificuldade para respirar ou secreção nasal, sobretudo em raças braquicefálicas (focinho achatado);
- Postura encolhida e isolamento do restante da casa.
Esses sinais merecem atenção redobrada em animais mais velhos. Vale lembrar que o organismo do pet muda ao longo da vida, e conhecer bem a idade do cão ajuda a antecipar necessidades específicas. Pesquisas recentes sobre o envelhecimento do cão também reforçam que idosos precisam de acompanhamento mais próximo no inverno.
Como proteger cães e gatos do frio no inverno
A boa notícia é que medidas simples fazem grande diferença. Veja as principais recomendações para reforçar os cuidados com pets no frio dentro de casa:
- Abrigo aquecido: mantenha camas elevadas ou com barreira contra o piso frio, longe de correntes de ar e da umidade, e disponibilize cobertores para o animal se aconchegar;
- Roupinhas: podem ajudar filhotes, idosos e cães de pelo curto, desde que não apertem nem restrinjam os movimentos;
- Banho com cautela: reduza a frequência no inverno, use água morna em ambiente fechado e seque completamente a pelagem; evite tosas muito curtas, pois o pelo é isolante térmico natural;
- Hidratação: mantenha água fresca sempre disponível, já que muitos animais bebem menos no frio, o que aumenta o risco de problemas urinários;
- Passeios: adapte os horários para os períodos mais quentes do dia e observe o animal durante a caminhada.
Os cuidados valem também para a saúde geral do animal: o frio pode agravar quadros já existentes, e doenças que afetam a saúde dos gatos exigem atenção o ano todo. Diante de qualquer sintoma persistente, o acompanhamento veterinário é indispensável.
Manter o pet aquecido, hidratado e observado de perto é a receita para atravessar o inverno com segurança. Pequenos ajustes na rotina protegem justamente os mais frágeis: os filhotes que ainda não regulam bem a temperatura e os idosos que sentem o frio nas articulações.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta a um médico-veterinário. Diante de sinais de doença, procure atendimento profissional.
Fonte: CNN Brasil.


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