Mais de 200 cães e gatos mortos em uma só cidade: o que o caso de envenenamento de animais na Paraíba ensina a todo tutor

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Resposta rápida: mais de 200 cães e gatos morreram em Teixeira (PB) desde maio, com suspeita de chumbinho. Diante de salivação intensa, tremores ou convulsão, leve o animal imediatamente ao veterinário — sem induzir vômito — e denuncie pelo 197.

O envenenamento de animais virou rotina em Teixeira, no Sertão da Paraíba. Segundo levantamento do Portal Cães e Gatos, mais de 200 cães e gatos morreram na cidade desde o início de maio de 2026 — no fim de junho o número passava de 100 e, em pouco mais de um mês, mais que dobrou. A principal suspeita recai sobre o chumbinho, pesticida de comércio clandestino usado de forma criminosa como veneno.

As necropsias feitas pelo perito Lázaro Britto identificaram grânulos enegrecidos na mucosa do estômago dos animais. A especificação exata da substância segue sob sigilo, porque a Polícia Civil da Paraíba investiga o caso — conduzido pelo delegado Thitto de Amorim. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque Denúncia, no 197.

Entre os moradores, o medo é diário. A protetora Yasmim Nunes suspeita que os animais estejam ingerindo alimentos contaminados espalhados pela cidade. Um dos casos que mais comoveu foi o da cadela Safira, mantida havia sete anos por Verônica Honório: ela morreu poucos minutos depois de começar a passar mal. Protetores e ONGs locais, como o Projeto Vira-Lata Vira Amor, cobram resposta das autoridades.

Sinais de envenenamento de animais: o que aparece primeiro

Venenos como o chumbinho agem rápido — em geral, minutos. Por isso, reconhecer o quadro é o que separa um resgate de uma perda. Os sinais mais relatados em intoxicações desse tipo incluem:

  • salivação excessiva, com espuma na boca;
  • tremores musculares, seguidos de convulsão;
  • vômito e diarreia, às vezes com sangue;
  • dificuldade para respirar e pupilas contraídas;
  • fraqueza súbita, andar cambaleante e perda de consciência.

Vale lembrar que nem toda intoxicação vem de crime: muitos casos começam dentro de casa, com plantas, medicamentos humanos e comida. Vale conferir a nossa tabela de alimentos tóxicos para cães e gatos e entender o que a cor do vômito do cachorro costuma indicar.

O que fazer nos primeiros minutos — e o que nunca fazer

Suspeita de envenenamento é emergência veterinária. Corra para a clínica ou hospital 24 horas mais próximo e avise por telefone que está a caminho, para que a equipe prepare o atendimento. Enquanto isso:

  • não induza vômito por conta própria: em alguns venenos isso agrava a lesão;
  • não ofereça leite, sal, água com açúcar ou qualquer receita caseira;
  • leve, se possível, uma amostra do que o animal comeu, da embalagem ou do vômito — ajuda no diagnóstico;
  • se houver convulsão, proteja o animal de quedas e não coloque a mão na boca dele;
  • registre a ocorrência e comunique a polícia: em envenenamento coletivo, cada denúncia forma o conjunto de provas.

Envenenar cão ou gato é crime — e a pena não é pequena

Maus-tratos a animais são crime pelo artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998). Desde a Lei 14.064/2020, quando a vítima é cão ou gato, a pena sobe para reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição de guarda. Se você não sabe por onde começar, veja o passo a passo de como denunciar maus-tratos a animais e os canais oficiais de cada estado.

Na prevenção do dia a dia, a recomendação de protetores é simples e vale para qualquer cidade: não deixar ração ou petisco em áreas de acesso público, passear sempre com guia e curta, impedir que o cão coma qualquer coisa do chão e orientar vizinhos e crianças. Quem cuida de animais comunitários pode se apoiar em grupos organizados — o nosso diretório de ONGs de proteção animal reúne entidades por região.

Aviso importante: este conteúdo é jornalístico e informativo e não substitui a consulta a um médico-veterinário. Diante de qualquer sinal de doença ou emergência, procure atendimento profissional. Informações sobre saúde humana também não substituem a avaliação de um médico.

Você já passou por uma situação parecida com o seu pet? Conte nos comentários — a sua experiência ajuda outros tutores.

Fonte: Portal Cães e Gatos.

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

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