Terremoto na Colômbia: o reencontro com os pets nos escombros — e o plano que todo tutor deveria ter

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Resposta rápida: depois do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia em 12 de agosto de 2026, moradores voltaram aos escombros para procurar seus cães e gatos — e algumas buscas terminaram em reencontro. No Brasil, a Lei 15.355/2026 já criou uma política nacional para animais em desastres, com regras de resgate, abrigo e divulgação. Mas a primeira linha de defesa continua sendo o plano de cada tutor: identificação, caixa de transporte e documentos à mão.

Três dias depois do tremor que sacudiu Cali, terceira maior cidade da Colômbia, e outras regiões do oeste do país, o saldo já era de 273 mortos, mais de 3.800 feridos e mais de 12 mil moradias destruídas, segundo a agência AFP. Entre as pessoas que voltaram aos prédios condenados, muitas não procuravam documentos ou objetos de valor: procuravam os próprios animais.

Vickye Giraldo reencontrou seu gato Polux em meio aos escombros e resumiu o que sentiu: “é um momento indescritível”. Dos quatro animais que tinha, um cão já havia sido resgatado, um morreu e outro seguia desaparecido. Andrea Paredes mantinha a esperança de achar um cachorro e gatos que ficaram presos no banheiro durante o terremoto — o marido conseguiu resgatar um filhote antes de precisar abandonar o prédio. Em outro ponto da cidade, equipes de resgate foram recebidas com aplausos ao retirar um cachorro nos braços.

O que o Brasil já tem em lei sobre animais em desastres

A cena é distante, mas o roteiro não. Enchentes, deslizamentos e incêndios florestais colocam essa mesma pergunta diante de milhares de famílias brasileiras todos os anos — e, historicamente, o resgate de animais ficou por conta de voluntários, sem coordenação.

Isso mudou no papel em março de 2026, com a sanção da Lei 15.355/2026, que criou a Política de Acolhimento e Manejo de Animais Resgatados (Amar), originada do PL 2.950/2019, do senador Wellington Fagundes. Os pontos centrais:

  • Estados devem mapear áreas de risco e capacitar equipes.
  • Municípios respondem pela fiscalização, pela evacuação preventiva, pela organização do resgate e pela oferta de abrigos temporários.
  • O resgate deve ser feito por equipe capacitada, sob coordenação de profissional habilitado, seguindo normas técnicas e sanitárias.
  • As informações precisam ser registradas e divulgadas na internet — número, espécie, local do resgate, estado de saúde e destino dos animais —, além da contabilização de mortes.
  • A política é executada de forma articulada entre União, estados e municípios e entra nos planos de contingência da Defesa Civil.

O plano de emergência que cabe a você

Lei boa não tira o animal de dentro do apartamento no meio da noite. O que aumenta de verdade a chance de reencontro é a preparação feita antes — e ela é barata:

  • Identificação visível: coleira com plaquinha contendo seu telefone. É o que resolve mais rápido, porque qualquer pessoa consegue ler.
  • Microchip e cadastro: o registro em bases oficiais como o SinPatinhas, o “RG” nacional de cães e gatos, é gratuito e sobrevive à perda da coleira.
  • Caixa de transporte acessível: guardada em local de saída rápida, não no fundo do armário. Gato sem caixa em situação de pânico é praticamente impossível de carregar com segurança.
  • Kit do animal: ração para alguns dias, água, potes dobráveis, guia reserva, medicamentos de uso contínuo e cópia da carteira de vacinação.
  • Fotos atuais: registros nítidos do animal, de frente e de perfil, no celular e na nuvem — são eles que alimentam os cartazes e os grupos de busca.
  • Combinado familiar: defina quem pega qual animal. Em evacuação, hesitação custa minutos.

Vale lembrar que o animal reencontrado depois de um desastre chega assustado, desidratado e, muitas vezes, machucado — e pode morder ou arranhar mesmo quem ama. O caminho é conter com cuidado, oferecer água e procurar atendimento veterinário, ainda que não haja ferimento aparente. Situações de emergência exigem cabeça fria: saber, por exemplo, como desengasgar um cachorro é o tipo de conhecimento que só serve se já estiver na memória.

E há a rede de solidariedade, que sempre aparece: em desastres brasileiros recentes, foram ONGs e protetores independentes que sustentaram boa parte do resgate e do abrigo temporário. Se você quiser ajudar de forma organizada, o caminho é procurar as ONGs de proteção animal que já atuam na sua região antes que a emergência aconteça.

Você já viveu uma situação parecida com o seu cão ou gato? Conte pra gente nos comentários — a sua experiência ajuda outros tutores.

Aviso importante: este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico e não substitui a consulta a um médico-veterinário. Sinais de doença, mudanças de comportamento e decisões sobre tratamento, medicação ou dieta do seu animal devem sempre ser avaliados presencialmente por um profissional inscrito no CRMV. Informações sobre saúde humana também não substituem a orientação de um médico.

Fonte: AFP / O Tempo — “Sobreviventes reencontram animais de estimação após terremoto na Colômbia” (13/8/2026); Agência Senado — Lei 15.355/2026

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

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