O Brasil tem 166,8 milhões de animais de estimação e é a 3ª maior população pet do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China. Se cada pet fosse um habitante, o país “dos bichos” teria mais moradores do que gente: são cerca de 1,8 animal por residência. Por trás desse número existe um setor que deve faturar R$ 81,24 bilhões em 2026, um dos maiores mercados de produtos e serviços para pets do planeta. Reunimos aqui, em um só lugar, os principais indicadores da população e do mercado pet brasileiro — com tabelas prontas para consulta e citação.
Última atualização: julho de 2026. Fontes primárias (Abempet/Abinpet e Instituto Pet Brasil) listadas ao final.
Índice:
População total e ranking mundial
A população pet brasileira chegou a 166,8 milhões de animais em 2026, alta de 2,33% em relação a 2024. Com esse contingente, o Brasil ocupa a terceira posição mundial em número de pets, superado somente pelos Estados Unidos e pela China. É um dado que ajuda a explicar por que o país virou vitrine global do setor: há mais animais de estimação do que crianças e adolescentes em muitos lares, e a média de 1,8 pet por domicílio segue subindo, puxada pela urbanização e pela humanização dos animais.
População por espécie
Os cães continuam absolutos na liderança, mas o pódio brasileiro tem uma peculiaridade que costuma surpreender quem vem de fora: as aves canoras aparecem em segundo lugar, à frente dos gatos. Veja a distribuição completa:
| Espécie | População (milhões) | Participação |
|---|---|---|
| Cães | 62,5 | 37,5% |
| Aves canoras | 44,3 | 26,6% |
| Gatos | 33,3 | 20,0% |
| Peixes ornamentais | 23,6 | 14,1% |
| Pequenos répteis e mamíferos | 3,1 | 1,9% |
| Total Brasil | 166,8 | 100% |
Traduzindo os números: há 62,5 milhões de cães, 44,3 milhões de aves canoras, 33,3 milhões de gatos, 23,6 milhões de peixes ornamentais e 3,1 milhões de pequenos répteis e mamíferos (categoria que reúne roedores, tartarugas, lagartos e afins). A presença forte de aves e peixes é uma marca cultural do Brasil e explica por que o mercado de aquarismo e de aviários domésticos tem peso relevante no consumo.
Faturamento do setor
O setor pet fechou 2025 com faturamento de R$ 77,96 bilhões, crescimento de 3,56% sobre o ano anterior. Para 2026, a projeção é de R$ 81,24 bilhões — avanço de 4,21%. É um crescimento consistente, acima da média de vários setores da economia, que mantém o Brasil entre os três maiores mercados pet do mundo em receita.
| Ano | Faturamento | Crescimento |
|---|---|---|
| 2025 | R$ 77,96 bilhões | +3,56% |
| 2026 (projeção) | R$ 81,24 bilhões | +4,21% |
Quando se olha para dentro do faturamento, a alimentação (pet food) responde por 52,86% do total, o equivalente a cerca de R$ 42,94 bilhões em 2026. É o maior segmento de longe, mas não é o que mais cresce: os serviços vêm ganhando espaço, com alta de 5,23% nos serviços gerais (banho, tosa, hospedagem, adestramento) e de 4,65% nos serviços veterinários. O comércio eletrônico pet também avança e deve movimentar R$ 6,91 bilhões (8,5% do total) em 2026.
| Segmento (2026) | Participação / desempenho |
|---|---|
| Pet food (alimentação) | 52,86% do faturamento (~R$ 42,94 bi) |
| Serviços gerais (banho, tosa, hospedagem) | crescimento de +5,23% |
| Serviços veterinários | crescimento de +4,65% |
| E-commerce pet | R$ 6,91 bi (8,5% do total) |
Distribuição por região
A população pet acompanha a densidade populacional do país. O Sudeste concentra 48,2% dos animais — sozinha, a região abriga 80,4 milhões de pets, quase metade do total nacional. Em seguida vêm Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte:
| Região | População pet (milhões) | Participação |
|---|---|---|
| Sudeste | 80,4 | 48,2% |
| Nordeste | 38,4 | 23,0% |
| Sul | 29,7 | 17,8% |
| Centro-Oeste | 12,0 | 7,2% |
| Norte | 6,3 | 3,8% |
Tendências: gatos, urbanização e humanização
Três forças moldam o mercado pet brasileiro para os próximos anos. A primeira é o avanço dos gatos: embora ainda em terceiro lugar na população, os felinos são a espécie que mais cresce em ritmo percentual, tendência ligada diretamente à urbanização e à vida em apartamentos. Gatos se adaptam melhor a espaços pequenos e à rotina de quem passa o dia fora — por isso ganham terreno nas grandes cidades. Se você faz parte desse movimento, vale conhecer os guias de raças e cuidados com gatos.
A segunda força é a humanização: os pets passaram a ser tratados como membros da família, o que puxa o consumo de alimentos premium, planos de saúde animal, serviços de bem-estar e itens de conforto. Isso ajuda a explicar por que os serviços crescem mais rápido que a média do setor. A terceira é a digitalização do consumo, com o e-commerce pet ganhando participação ano após ano e mudando a forma como tutores compram ração, medicamentos e acessórios.
Juntas, essas tendências indicam que o Brasil não é apenas grande em número de animais — é um mercado maduro, que combina volume, gasto crescente por animal e forte apelo emocional. Para marcas, clínicas, criadores e prestadores de serviço, entender essa fotografia é o ponto de partida de qualquer estratégia.
Como citar estes dados
Os números desta página foram compilados a partir do relatório Faturamento e População Pet no Mundo — 2026, da Abempet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, antiga Abinpet), e de dados do Instituto Pet Brasil. Você pode reproduzir as tabelas livremente. Sugestão de atribuição:
Fonte: Abempet/Abinpet (2026), compilado por Animal de Estimação (animaldeestimacao.com.br).
Se este panorama foi útil para a sua reportagem, artigo ou trabalho, um link para esta página ajuda seus leitores a chegarem aos dados completos e atualizados. Manteremos esta página revisada a cada nova edição do relatório do setor.


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