8 em cada 10 pets adotados no Brasil vêm da rua ou de conhecidos — ONGs e abrigos ficam com 18%

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adoção de pets no Brasil
Resposta rápida: Pesquisa GoldeN/Opinion Box divulgada em abril de 2026 mostra que a adoção de pets no Brasil é majoritariamente informal: 46% dos animais chegaram por amigos e conhecidos e 34% foram resgatados direto da rua. ONGs e abrigos respondem por 9% cada. Dificuldade financeira (48%) e problemas de comportamento (39%) são as maiores ameaças à permanência do animal na casa.

Quando um brasileiro diz que “adotou”, ele quase nunca está falando de um processo formal com ficha, entrevista e termo de responsabilidade. A adoção de pets no Brasil acontece na esquina, no grupo de WhatsApp do prédio e na caixa de papelão que apareceu no portão. É o que mostra o levantamento GoldeN/Opinion Box divulgado em abril de 2026.

Segundo a pesquisa, 46% dos animais adotados vieram de amigos e conhecidos que repassaram a cria, e 34% foram resgatados diretamente da rua. ONGs e abrigos — as estruturas organizadas, que fazem triagem, castram e vacinam antes de entregar — ficam com 9% cada, somando 18% do total. O país tem cerca de 30 milhões de animais abandonados, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde.

Vira-lata domina, principalmente entre os gatos

O perfil do animal adotado confirma o desenho informal: 75% dos gatos e 28% dos cães adotados são sem raça definida. Não por acaso, o gato SRD é maioria esmagadora no país — 86% dos gatos brasileiros não têm raça definida. Os números que mais importam para quem quer adotar:

  • 46% vieram de amigos e conhecidos.
  • 34% foram resgatados da rua pelo próprio tutor.
  • 9% de ONGs e 9% de abrigos — as vias formais somam menos de um quinto.
  • 48% apontam dificuldade financeira como a maior barreira para manter o animal.
  • 39% citam problemas de comportamento do pet.
  • 87% concordam que suporte depois da adoção evitaria abandono.

O buraco está no pós-adoção

O dado mais útil da pesquisa não é como o animal chega, e sim o que faz ele ir embora. Entre os tutores, 65% pedem consultas veterinárias gratuitas ou com desconto e 55% querem campanhas educativas sobre adoção responsável. Ou seja: a boa vontade existe, o que falta é sustentação.

Contra a barreira financeira, ajuda planejar antes de trazer o animal — o levantamento sobre quanto custa ter um cachorro ou gato no Brasil em 2026 mostra a conta anual real, e o custo de ter um pet subiu 15% no último ano. Contra a barreira comportamental, a maior parte dos casos tem solução com orientação profissional e paciência — não com devolução.

Se você pretende adotar pela via formal, o diretório de ONGs de proteção animal reúne organizações por região, e o texto sobre adotar ou comprar um pet ajuda a pensar a decisão com calma. Vale lembrar que animais idosos, pretos ou com FIV esperam anos a mais por um lar.

E você, já passou por isso com o seu pet? Conte nos comentários — a sua experiência ajuda outros tutores.

Aviso: este conteúdo é informativo e jornalístico e não substitui a consulta a um médico-veterinário. Diagnóstico e tratamento do seu animal dependem de avaliação presencial. Informações sobre saúde humana também não substituem a orientação de um médico.

Fonte: Correio Braziliense — pesquisa GoldeN/Opinion Box

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

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