Ele é o gato do telhado, o que apareceu na garagem, o que veio da caixa de papelão na feira. E é, disparado, o mais comum do país: o gato SRD — sem raça definida — representa 86% dos felinos que vivem em lares brasileiros. O dado é do PetCenso 2025, levantamento realizado pela Petlove a partir de mais de 1,8 milhão de animais.
O número voltou a circular na semana do Dia Internacional do Vira-Lata, celebrado em 31 de julho, e serve para desmontar uma ideia que ainda atrapalha muito tutor: a de que o mestiço, por ser “forte”, exigiria menos cuidado.
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Por que o gato SRD engana o tutor
Não é uma questão de genética, e sim de comportamento. Gato é uma espécie que, na natureza, é predadora e presa ao mesmo tempo — demonstrar fraqueza custa caro. O resultado é que muitos felinos só apresentam sinais clínicos evidentes quando a doença já avançou, como aponta a médica-veterinária Mayara Andrade, citada na reportagem do Portal Cães e Gatos. Diagnósticos atrasados são a regra, não a exceção.
Os pilares que os veterinários repetem para qualquer gato, com ou sem pedigree:
- vacinação e vermifugação em dia;
- castração;
- controle de parasitas;
- check-ups periódicos, mesmo sem sintoma aparente;
- alimentação com proteínas de boa qualidade, gorduras, vitaminas e minerais adequados.
Hidratação: o detalhe que mais escapa
Gatos descendem de animais de ambiente árido e têm sede naturalmente baixa — o que os deixa vulneráveis a problemas urinários e renais. A recomendação prática é multiplicar os pontos de água pela casa, manter os recipientes limpos e longe do comedouro e da caixa de areia, e testar fontes de água corrente, que costumam atrair mais os felinos.
Vale reforçar: a ideia de que o mestiço dispensa vacina é um dos mitos mais perigosos sobre o vira-lata. Um gato SRD está exposto exatamente às mesmas doenças de um gato de raça — inclusive FIV e FeLV, que são mais comuns em animais com acesso à rua. E, se você pensa em adotar, a pesquisa sobre quem espera mais por um lar mostra que gatos idosos, pretos ou FIV positivos são os que mais demoram.
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Este conteúdo é informativo e jornalístico. Ele não substitui a consulta a um médico-veterinário para o seu animal, nem a orientação de um médico para questões de saúde humana. Diante de qualquer sinal clínico, procure atendimento profissional.


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