Algas tóxicas podem matar um cachorro em poucas horas: o alerta dos cientistas para o calor

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Resposta rápida: as cianobactérias — as chamadas algas tóxicas — se multiplicam em lagos, represas e rios quando a água esquenta e podem produzir toxinas letais. O cachorro corre mais risco que o humano porque engole água ao nadar e lambe o pelo depois. Evite água esverdeada, com espuma, manchas ou mau cheiro.

Um mergulho no lago pode virar emergência. Pesquisadores da Universidade Internacional da Flórida (FIU), nos Estados Unidos, reforçaram em setembro de 2026 o alerta sobre algas tóxicas e o cachorro: as cianobactérias, também conhecidas como “algas verde-azuladas”, podem produzir toxinas capazes de matar um cão em poucas horas.

Segundo a equipe da pesquisadora Schonna Manning, as toxinas dessas florações podem atingir o sistema nervoso, irritar a pele ou danificar órgãos. O grupo detectou a di-hidroanatoxina, uma neurotoxina potente, em material de algas suspeito de ter causado mortes de cães — e um dos casos documentados envolveu um animal que morreu cerca de duas horas depois de ingerir as algas acidentalmente.

Por que algas tóxicas são mais perigosas para o cachorro

“Enquanto os humanos conseguem evitar consumir algas, os cães muitas vezes não conseguem, porque estão engolindo água ativamente enquanto nadam”, explicou Manning. Depois do banho, ainda há um segundo risco: o cão se lambe e ingere as algas e toxinas que ficaram presas no pelo.

As florações ficam mais frequentes nos meses quentes, quando a temperatura da água sobe e há excesso de nutrientes (como esgoto e fertilizantes) chegando aos corpos d’água. No Brasil, a primavera começa em 22 de setembro e abre a temporada de passeios em represas, lagos e cachoeiras — e de dias cada vez mais quentes (veja como proteger cães e gatos do calor).

Como evitar o risco nos passeios

  • Consulte avisos de qualidade da água do órgão ambiental ou da prefeitura antes de ir;
  • respeite placas de alerta sobre florações de algas;
  • evite água com cor alterada (verde intenso, azulada ou marrom), cheiro ruim ou camada de espuma ou “tinta” na superfície;
  • depois do banho, confira e enxágue o pelo do cachorro com água limpa;
  • na dúvida, escolha outro lugar para o cão nadar — e leve água fresca para ele beber.

Se o cachorro teve contato com água suspeita e apresenta tremores, fraqueza, dificuldade para andar, salivação excessiva, irritação na pele ou está vomitando, trate como emergência: procure um veterinário imediatamente e informe onde o animal nadou. Vale conhecer as diretrizes de primeiros socorros para cães e gatos e ter à mão a nossa tabela de alimentos tóxicos para cães e gatos, outra causa frequente de intoxicação.

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta a um médico-veterinário. Em caso de sintomas, procure atendimento para o seu animal.

Fonte: Phys.org / Florida International University — Toxic algae can pose a hidden danger to dogs swimming in freshwater (2026)

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

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