Agosto virou o mês da castração gratuita no Brasil. Prefeituras de diferentes portes
abriram, quase ao mesmo tempo, milhares de vagas para esterilizar cães e gatos sem custo para o tutor —
uma resposta direta ao crescimento da população de animais abandonados e ao custo cada vez mais alto de
manter um pet.
Em Belo Horizonte, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Instituto Arbo colocaram
na rua o projeto Bora Bicho, que vai percorrer as dez regionais da cidade com um castramóvel. São
4 mil castrações previstas ao longo dos próximos meses, começando em 19 de agosto no Cras Mariano de
Abreu. Depois passam pelo Cras Vila de Fátima (22/8), pelo Centro Cultural Zilah Spósito (25/8) e pelo
campo de futebol do Morro do Papagaio (26/8), sempre das 8h às 18h.
O agendamento é feito pelo portal da prefeitura, na página de esterilização de cães e gatos, e passa
por uma triagem antes da cirurgia. A prefeitura exige jejum de 8 horas de comida e 4 de água para cães,
e de 6 horas de comida e 4 de água para gatos. Cachorros devem chegar com coleira e guia (focinheira se
necessário) e gatos dentro de caixa de transporte. Todos precisam levar um cobertor ou manta para a
recuperação, e passam por avaliação clínica veterinária antes de entrar na sala.
Em Goiânia, a prefeitura abriu 1.500 vagas do programa de castração gratuita a partir
de 10 de agosto. Já em Socorro, no interior paulista, o mutirão acontece nos dias 14, 15 e
16 de agosto no Parque da Cidade “João Orlandi Pagliusi”, com mil vagas — cães pela manhã e gatos à tarde.
Lá, a inscrição do animal no SinPatinhas, o cadastro nacional de cães e gatos, é obrigatória, e o
agendamento sai pela plataforma CastraPet. Sorocaba também abriu inscrições para agosto, com microchip de
identificação incluído.
Índice:
Por que a castração gratuita importa além do bolso
A cirurgia é o pilar do controle populacional ético: sem ninhadas não planejadas, cai a pressão sobre
abrigos e diminui o número de animais nas ruas. Mas o efeito na saúde individual também é grande. A
castração de cães e gatos reduz o risco de tumores de mama em fêmeas quando feita
cedo, elimina o risco de piometra (infecção uterina que mata) e, em machos, previne doenças de próstata e
tumores testiculares.
Há um contraponto que o tutor precisa conhecer: animais castrados tendem a gastar menos energia e
ganhar peso com mais facilidade. Depois do procedimento, vale ajustar a porção e acompanhar o escore
corporal — o guia de obesidade em cães e gatos mostra como fazer essa checagem em
casa, com as mãos.
- Leve a carteira de vacinação. Muitos mutirões só operam animais com vacinação em dia; confira o calendário de vacinação antes de agendar.
- Respeite o jejum. Comer antes da anestesia aumenta o risco de aspiração — é o motivo mais comum de cirurgia cancelada na hora.
- Leve manta e caixa de transporte. O pós-anestésico derruba a temperatura corporal do animal.
- Agende cedo. As vagas costumam ser preenchidas no mesmo dia em que abrem.
- Não solte o animal no pós-operatório. Colar elizabetano ou roupinha cirúrgica evitam que ele abra os pontos.
Quem não conseguir vaga
Se o mutirão da sua cidade esgotar, o caminho costuma ser a fila permanente da secretaria de saúde ou de
meio ambiente do município, ou os programas de ONGs de proteção animal, que frequentemente têm convênio com
clínicas parceiras e preços sociais. O diretório de ONGs de proteção animal reúne
organizações por região que atuam com castração e adoção responsável.
Vale lembrar que castrar continua sendo uma das despesas em que mais compensa buscar apoio público:
com o custo de manter um pet em alta de 15% em 2026, a cirurgia particular pesa —
e o gasto evitado com uma ninhada inesperada é muito maior.
Este conteúdo é informativo e jornalístico e não substitui a consulta a um médico-veterinário. Diante de qualquer sinal de doença, procure atendimento profissional. Informações sobre saúde humana também não substituem a avaliação de um médico.
Fonte: O Tempo — Ação itinerante vai levar castração gratuita às 10 regionais de BH


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