Com o calor do verão, o risco da doença do carrapato em cães dispara: as altas temperaturas aceleram a reprodução dos parasitas e aumentam a chance de infestação em casas, quintais e áreas de passeio. O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) alerta que pulgas e carrapatos vão muito além do incômodo da coceira e podem transmitir doenças graves, capazes de colocar a vida do animal em risco.
Não se trata de um problema pequeno. Segundo dados do relatório anual da Comac citados pelo CRMV-RJ, as doenças parasitárias respondem por cerca de 31% das consultas veterinárias em cães, e antiparasitários externos estão presentes em 55% dos tratamentos. Entender os sinais de alerta e agir na prevenção é o que separa um susto de uma emergência.
Índice:
O que é a doença do carrapato em cães
O termo popular “doença do carrapato” agrupa infecções transmitidas pela picada do carrapato-marrom (Rhipicephalus sanguineus). A mais conhecida é a erliquiose, causada pela bactéria Ehrlichia canis, que ataca as células de defesa do sangue. Outra enfermidade associada ao mesmo carrapato é a babesiose, provocada por protozoários do gênero Babesia que destroem os glóbulos vermelhos e levam à anemia.
Os gatos não ficam de fora dos problemas causados por parasitas. O CRMV-RJ destaca a micoplasmose felina, popularmente chamada de “doença da pulga”: a bactéria entra na corrente sanguínea pela picada da pulga, adere às hemácias e provoca sua destruição, resultando em anemia. Por isso, tanto a saúde canina quanto a saúde felina pedem atenção ao controle de ectoparasitas.
Sinais de alerta e como proteger seu pet
Nas fases iniciais, os sintomas costumam ser discretos e fáceis de confundir com cansaço. Fique atento se o cão apresentar:
- Febre e apatia (o animal fica prostrado, sem energia);
- Perda de apetite e fraqueza muscular;
- Anemia e manchas na pele;
- Em casos mais avançados, vômitos e sangramentos, como sangramento pelo nariz.
Como não existe vacina contra a erliquiose, a prevenção é a única defesa realmente eficaz. O CRMV-RJ recomenda combinar o uso de antiparasitários adequados — disponíveis em versões orais, pipetas e coleiras — com a higiene do ambiente e a observação constante do animal. Vale reforçar a inspeção do corpo do pet após passeios e manter caminhas, tapetes e quintais limpos, já que o carrapato passa boa parte da vida fora do hospedeiro. Um banho regular com shampoo para cachorros ajuda na inspeção da pele, mas não substitui os antiparasitários indicados pelo veterinário.
A recomendação do conselho é direta: “manter visitas regulares ao médico-veterinário e adotar medidas preventivas são atitudes indispensáveis”. Quanto mais cedo a doença do carrapato em cães for diagnosticada, maiores as chances de recuperação — por isso, ao notar qualquer sinal, o atendimento profissional não deve esperar.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta a um médico-veterinário. Diante de sinais de doença, procure atendimento profissional.


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