Por que o gato fica “amassando pãozinho”? Veterinária explica o gesto mais fofo dos felinos

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Gato amassando pãozinho em um cobertor com as patas dianteiras
Resposta rápida: O gato amassando pãozinho repete um movimento aprendido ainda filhote, quando pressionava as mamas da mãe para estimular a saída do leite. Na vida adulta, o gesto vira sinal de relaxamento, conforto e afeto — e ainda deposita feromônios que marcam o ambiente como seguro.

Se você já viu o seu gato amassando pãozinho no cobertor, no seu colo ou no travesseiro — pressionando e afrouxando as patinhas dianteiras num vai e vem ritmado —, provavelmente se perguntou o que passa pela cabeça dele. O comportamento, também chamado de “fazer biscoito”, é um dos mais fofos e comentados entre tutores de felinos, e tem explicação de sobra na etologia veterinária.

Segundo a médica-veterinária Giovana Mazzotti, em entrevista ao portal Metrópoles, a origem está na primeira fase de vida do animal. “Logo que nascem, eles usam esse movimento ao procurar a teta da mãe, para estimular a saída do leite”, explicou. Ou seja: o gatinho aprende, antes mesmo de abrir os olhos direito, que amassar com as patas traz alimento, calor e segurança.

Por que o gato continua amassando pãozinho quando adulto?

O detalhe curioso é que o hábito não desaparece com o desmame. Já adulto, o gato mantém o gesto, mas com um novo significado: ele deixa de ser um pedido de leite e passa a ser uma manifestação de relaxamento e prazer. Aquele movimento que um dia garantiu a mamada fica associado, no cérebro do felino, à sensação de conforto — por isso muitos gatos amassam pouco antes de dormir ou quando estão especialmente à vontade.

Há ainda um componente químico. Os gatos possuem glândulas odoríferas entre os dedos das patas. Ao pressionar uma superfície, liberam feromônios que, nas palavras da veterinária, depositam “um feromônio que indica familiaridade” e sinalizam que o local é “amistoso, agradável, seguro”. Quando o alvo do amassamento é o próprio tutor, o recado é ainda mais bonito: o gato está incluindo você no seu território de confiança.

Os principais motivos por trás do gato amassando pãozinho costumam ser:

  • Herança do desmame: reflexo aprendido na amamentação, ligado a alimento e aconchego.
  • Relaxamento e prazer: o gesto acompanha estados de calma, muitas vezes com ronrom junto.
  • Marcação com feromônios: as patas deixam um cheiro que torna o ambiente “familiar”.
  • Afeto e confiança: amassar o colo do tutor é uma demonstração de vínculo.
  • Preparar a “cama”: um resquício ancestral de afofar o local antes de deitar.

Amassar pãozinho é a mesma coisa que arranhar para marcar território?

Não. A veterinária faz uma distinção importante: no amassar pãozinho, o gato “coloca e recolhe as garras, num vai e vem suave”, enquanto na marcação territorial as garras ficam “para fora” durante o arraste. São gestos diferentes, com intenções diferentes. Ainda assim, o hábito pode render arranhões acidentais no colo, e a recomendação prática é manter as garras aparadas — o que também ajuda a entender melhor o bem-estar do gato no dia a dia.

Vale lembrar que mudanças bruscas de comportamento merecem atenção. Um gato que passa a amassar de forma excessiva e aflita, associada a outros sinais, pode estar estressado ou desconfortável — e observar o felino de perto é o mesmo cuidado que permite flagrar cedo problemas de câncer em gatos e outras questões de saúde. Na dúvida sobre qualquer alteração, o acompanhamento veterinário é indispensável, assim como nas decisões sobre castração de gatas e prevenção.

Vídeo: Por que gatos ‘amassam pãozinho’? (canal BBC News Brasil).

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta a um médico-veterinário. Diante de sinais de doença ou mudanças de comportamento, procure atendimento profissional.

Fonte: Metrópoles — “Gato amassando pãozinho: veterinária explica o que o hábito significa”.

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

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