Doação de sangue para cães e gatos: Paraná aprova campanha e 1 bolsa pode salvar 3 animais

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Resposta rápida: O Paraná aprovou o projeto que cria a campanha “Doação de Sangue Animal!”, incentivando a doação de sangue para cães e gatos. Sangue veterinário não pode ser fabricado: os bancos dependem exclusivamente de animais doadores saudáveis, e uma única bolsa pode beneficiar até três pacientes.

Não existe sangue sintético para cães e gatos. Quando um animal chega ao hospital veterinário com hemorragia, anemia grave, intoxicação por rodenticida ou uma cirurgia complicada, a única saída é o sangue de outro animal. E é aí que a conta não fecha: os bancos de sangue veterinários brasileiros trabalham quase sempre no limite do estoque.

É esse gargalo que o Paraná decidiu atacar por lei. A Assembleia Legislativa do estado aprovou, em 6 de julho de 2026, o projeto de lei 232/2025, de autoria dos deputados Samuel Dantas (PL) e Requião Filho (PDT), que institui a campanha “Doação de Sangue Animal!”. O texto seguiu para sanção.

O que a campanha de doação de sangue para cães e gatos prevê

Segundo o projeto, a iniciativa busca “incentivar a doação voluntária de sangue por cães e gatos, ampliando a conscientização sobre a importância dos bancos de sangue veterinários”. Na prática, o texto:

  • autoriza o Poder Executivo a firmar convênios e parcerias com clínicas, hospitais veterinários, universidades e organizações de proteção animal;
  • prevê ampliar a divulgação sobre onde doar;
  • determina que coleta, armazenamento, transporte e transfusão sigam as normas do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV);
  • estabelece que o bem-estar dos animais envolvidos seja assegurado.

Seu pet pode ser doador? Os critérios mais comuns

Os bancos veterinários costumam trabalhar com faixas parecidas. Para cães: peso acima de 25 kg, idade entre 1 e 8 anos, vacinação e vermifugação em dia, boa saúde geral — fêmeas gestantes ou no cio ficam de fora. Para gatos: peso acima de 4,5 kg, entre 1 e 8 anos, vida exclusivamente dentro de casa e testes negativos para FIV e FeLV. Cada serviço define seus próprios protocolos, então o primeiro passo é ligar para o hospital veterinário mais próximo.

Há um bônus para quem doa: como o animal passa por exames antes de cada coleta, o tutor acaba recebendo um acompanhamento periódico gratuito da saúde do próprio pet.

Antes de se candidatar, confira se a vermifugação do seu cão ou gato está em dia e se o calendário de vacinação está completo — os dois itens são exigência praticamente universal. No caso dos gatos, o teste para FIV e FeLV é obrigatório. Instituições de proteção animal também costumam mobilizar doadores: veja o diretório de ONGs por região.

E você, o que acha? Deixe sua opinião ou dúvida nos comentários abaixo — a gente lê e responde.

Este conteúdo é informativo e jornalístico. Ele não substitui a consulta a um médico-veterinário para o seu animal, nem a orientação de um médico para questões de saúde humana. Diante de qualquer sinal clínico, procure atendimento profissional.

Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná — “Segue para sanção projeto para incentivar a doação de sangue de cães e gatos”

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

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