Obesidade em pets: 94,8% dos veterinários veem alta nos casos — e a pesquisa aponta o hábito por trás

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Resposta rápida: 94,8% dos veterinários brasileiros ouvidos em uma pesquisa relataram aumento nos casos de obesidade em pets, e 58% notam esse crescimento desde a pandemia. O levantamento aponta um hábito no centro do problema: 6 em cada 10 tutores oferecem comida quando percebem o animal triste ou entediado.

Excesso de peso em cão e gato deixou de ser questão estética há muito tempo. Ele encurta a vida do animal, agrava problemas articulares e abre caminho para diabetes e doenças cardíacas. Um levantamento conduzido pelo instituto Censuswide e divulgado pela Royal Canin colocou números brasileiros nessa conta — e o retrato é incômodo.

A pesquisa foi feita em oito países. No recorte brasileiro, foram ouvidos 2.000 tutores com 18 anos ou mais e 250 médicos-veterinários. Do lado dos profissionais, 94,8% relataram aumento de casos de excesso de peso no consultório e 74,80% afirmam abordar nutrição com frequência nas consultas. Mas 57,60% dizem que os tutores subestimam os riscos — o que trava a adesão ao tratamento.

Onde a obesidade em pets começa: a mesa

Os dados sobre hábitos de alimentação ajudam a entender por que a conta não fecha. Entre os tutores brasileiros ouvidos:

  • 48,60% já ofereceram comida humana ao animal;
  • 50,62% oferecem alimentos cozidos;
  • 40,95% oferecem vegetais;
  • 35,60% oferecem carne crua;
  • 60,15% recorrem ao alimento quando percebem tristeza ou tédio no pet.

Esse último número é o mais revelador. Alimentar por afeto — ou por culpa — transforma comida em moeda de relacionamento, e o animal aprende rápido a pedir. O problema é que o organismo de um cão de 10 kg não perdoa: um pedaço de queijo equivale, proporcionalmente, a bem mais do que parece na mão do tutor.

Vale lembrar ainda que nem tudo o que vai para a boca do pet é apenas calórico — parte é francamente perigosa. Consulte a tabela de alimentos tóxicos para cães e gatos antes de dividir qualquer coisa do prato.

O que os tutores já sabem (e o que ainda não associam)

A consciência sobre as consequências existe, mas é parcial. Entre os entrevistados, 56,95% associam o excesso de peso a doenças cardíacas, 47,85% relacionam a diabetes tipo 2 e 42,30% apontam problemas respiratórios. Outros 41,95% identificam a falta de atividade física como fator principal. Do lado positivo, 75,75% buscam orientação sobre obesidade com o veterinário — sinal de que o profissional segue sendo a referência confiável.

A conclusão do levantamento é que falta uma mudança efetiva de postura tanto de profissionais quanto da sociedade diante do problema. Na prática, isso começa por saber avaliar o corpo do próprio animal: o guia sobre obesidade em cães e gatos explica como usar o escore de condição corporal em casa, sem balança. Para animais mais velhos, em que a margem de erro é menor, veja também o que diz a revisão sobre nutrição de cães e gatos idosos.

Aviso importante: este conteúdo é jornalístico e informativo e não substitui a consulta a um médico-veterinário para o seu animal, nem a orientação de um médico para questões de saúde humana. Diante de qualquer sinal clínico, procure atendimento profissional.

Fonte: Pesquisa Censuswide divulgada pela Royal Canin Brasil

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

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