Só 16% dos tutores acham a vacinação de gatos essencial — entre veterinários, são 69%

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Resposta rápida: Um estudo em 14 países — o Brasil entre eles — mostrou que apenas 16% dos tutores de gatos consideram a vacinação de gatos um fator essencial de saúde, contra 69% dos veterinários. O maior motivo alegado para não vacinar: achar que gato saudável ou que vive só dentro de casa não precisa.

Existe um abismo entre o que o veterinário considera essencial e o que o tutor entende como essencial quando o assunto é vacinação de gatos. É o que mostra um levantamento global divulgado em 20 de julho de 2026, apresentado no World Feline Congress de 2026 (realizado entre 26 e 28 de junho) e publicado na revista científica Veterinary Sciences.

A pesquisa ouviu 5.071 tutores de gatos e 1.330 médicos-veterinários em 14 países: Estados Unidos, Canadá, Japão, Brasil, México, Austrália, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polônia, Bélgica, Holanda e Dinamarca.

O número que resume o problema da vacinação de gatos

Apenas 16% dos tutores apontaram a vacinação como um dos principais fatores que contribuem para a saúde do gato. Entre os veterinários, o índice foi de 69%. Ou seja: profissionais e tutores não estão olhando para a mesma prioridade.

Quando questionados sobre por que deixam de vacinar, os tutores deram duas justificativas praticamente empatadas:

  • 27% acreditam que vacinas são desnecessárias para gatos saudáveis;
  • 27% acham que gatos que vivem exclusivamente dentro de casa não precisam ser vacinados.

Do outro lado do balcão, os veterinários apontaram como barreiras a falta de compreensão do cliente (53%) e a desinformação sobre vacinas (51%).

A conversa no consultório pesa mais do que se imagina

O estudo também mediu a influência do profissional: 71% dos veterinários afirmaram que a própria recomendação é o principal motor da decisão de vacinar, e 58% dos tutores disseram buscar informação sobre vacinas justamente com o veterinário. O ponto cego apareceu logo em seguida — só 23% dos veterinários relataram compartilhar materiais educativos sobre vacinação com os tutores.

A ideia de que gato de apartamento está imune não se sustenta na prática clínica. Vírus como o da panleucopenia felina são extremamente resistentes no ambiente e podem entrar em casa no sapato, na roupa ou em objetos. Além disso, doenças como FIV e FeLV mudam completamente o manejo de um gato que, um dia, fuja ou precise ser internado.

Para checar quais doses o seu gato deve ter e em que idade, vale consultar o calendário de vacinação de cães e gatos. O mercado também vem se movimentando: em 2026 foram apresentadas novas vacinas felinas sem adjuvante, pensadas para reduzir reações no local da aplicação. E agosto é o mês da campanha Agosto Verde Claro, voltada exatamente à prevenção de doenças felinas.

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Este conteúdo é informativo e jornalístico. Ele não substitui a consulta a um médico-veterinário para o seu animal, nem a orientação de um médico para questões de saúde humana. Diante de qualquer sinal clínico, procure atendimento profissional.

Fonte: MSD Animal Health — estudo publicado na revista Veterinary Sciences

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

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