Cuiabá confirma 249 cães com leishmaniose em 6 meses — e 1 caso humano acende o alerta

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leishmaniose em cães
Resposta rápida: Cuiabá confirmou 249 casos de leishmaniose em cães e um caso humano no primeiro semestre de 2026, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A doença é transmitida pela picada do mosquito-palha — não passa de cão para pessoa por contato — e a proteção depende de coleira repelente, telas e controle do ambiente.

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), confirmou 249 casos de leishmaniose em cães na capital mato-grossense no primeiro semestre de 2026, além de um caso de leishmaniose visceral humana. Os dados foram divulgados no dia 2 de agosto e reacendem o alerta sobre uma das zoonoses mais graves que circulam no Brasil.

No mesmo período, a vigilância municipal contabilizou 782 atendimentos relacionados à leishmaniose em cães e 753 atendimentos antirrábicos em humanos — um retrato do volume de trabalho que a rede de zoonoses absorve numa cidade de clima quente e úmido, condição favorável ao vetor.

“A Vigilância em Saúde atua de forma permanente no monitoramento de doenças que podem afetar tanto os animais quanto as pessoas”, afirmou a secretária de Saúde do município, ao detalhar o balanço.

Por que os números de leishmaniose em cães importam para as pessoas

A leishmaniose em cães é causada por um protozoário do gênero Leishmania e transmitida pela picada da fêmea do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis). O cão é considerado o principal reservatório urbano da forma visceral: quanto mais cães infectados circulando, maior a chance de o vetor picar um animal doente e, depois, uma pessoa. Não há transmissão direta do cão para o tutor por lambida, arranhão ou convívio.

Entre os sinais que devem levar o tutor ao veterinário estão:

  • emagrecimento progressivo mesmo com apetite preservado;
  • feridas na pele que não cicatrizam, sobretudo nas orelhas e no focinho;
  • unhas muito compridas e de crescimento acelerado;
  • queda de pelo ao redor dos olhos e descamação;
  • apatia, aumento de gânglios e sangramento nasal.

O que reduz o risco na prática

Como a vacina contra a leishmaniose deixou de estar disponível no mercado brasileiro, a prevenção hoje se apoia em barreiras contra o mosquito: coleiras e produtos repelentes com registro, telas de malha fina em janelas e canis, e manejo do quintal — recolher folhas, restos de poda e fezes, que servem de criadouro para o vetor. O horário de maior atividade do mosquito-palha é o crepúsculo e a noite.

Vale lembrar que agosto concentra a campanha Agosto Verde Claro, dedicada justamente à conscientização sobre leishmaniose, PIF, FIV e FeLV. É uma boa janela para revisar o calendário de vacinação do seu cão ou gato e checar se a proteção antiparasitária está em dia.

O diagnóstico é feito por exames sorológicos e parasitológicos, sempre com acompanhamento de médico-veterinário. Tratamentos existem e são regulamentados no Brasil, mas dependem de avaliação individual — automedicar o animal é arriscado e pode mascarar a doença.

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Este conteúdo é informativo e jornalístico. Ele não substitui a consulta a um médico-veterinário para o seu animal, nem a orientação de um médico para questões de saúde humana. Diante de qualquer sinal clínico, procure atendimento profissional.

Fonte: Muvuca Popular — “Cuiabá confirma 249 casos de leishmaniose em cães e um em humano”

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

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