Vacina para gatos sem adjuvante e com meio mililitro: as novidades apresentadas no Medvep 2026

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Resposta rápida: o Congresso Medvep 2026, em Curitiba, apresentou novas opções de vacina para gatos contra rinotraqueíte, calicivirose, panleucopenia e clamidiose, com apenas 0,5 ml por dose e sem adjuvantes. Quem define o protocolo do seu gato continua sendo o médico-veterinário.

Aplicar vacina em gato é um capítulo à parte para qualquer tutor: o animal detesta a contenção, e a aplicação precisa ser rápida. Parte do que foi apresentado no maior congresso veterinário do Sul do país mexe justamente nesse ponto.

O Congresso Medvep Internacional de Especialidades Veterinárias 2026, realizado em Curitiba e que reuniu cerca de 8 mil pessoas, teve seus lançamentos divulgados em 27 de julho de 2026.

O que muda na nova vacina para gatos

Entre as apresentações da Boehringer Ingelheim estão:

  • Purevax® RCP — imunização contra rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia felina;
  • Purevax® RCPCh — mesma cobertura, acrescida de proteção contra clamidiose felina;
  • Diferencial declarado: “menor volume de aplicação, com apenas 0,5 ml por dose, e a ausência de adjuvantes”;
  • Vetmedin® 2,5 mg — pimobendan para insuficiência cardíaca congestiva em cães, em nova apresentação;
  • Reforço do NexGard Spectra® pela “ampla proteção contra ecto e endoparasitas”.

Duas explicações ajudam a entender por que isso interessa. Adjuvante é a substância adicionada a algumas vacinas para intensificar a resposta imune; em felinos, a discussão sobre reações no local da aplicação é antiga na medicina felina, e formulações sem adjuvante existem justamente para reduzir esse tipo de preocupação. Menor volume, por sua vez, significa aplicação mais rápida — o que em gato não é detalhe cosmético, é menos estresse.

As doenças cobertas não são banais: a panleucopenia felina tem alta letalidade em filhotes, e o complexo respiratório felino (rinotraqueíte e calicivirose) é a causa mais comum daquele gatinho de olho e nariz escorrendo em abrigos e ninhadas de rua.

O que isso significa para o tutor

Nada disso substitui uma consulta. O protocolo vacinal do seu gato — quais vacinas, em que idade, com qual intervalo de reforço — depende da idade, do estado de saúde, do estilo de vida (acesso à rua ou não) e da situação epidemiológica da sua região. Essa decisão é do médico-veterinário.

O que o tutor pode fazer é não deixar o calendário atrasar. A vacinação antirrábica de cães e gatos em 2026, por exemplo, é gratuita nas campanhas públicas e continua sendo a barreira principal contra uma zoonose com letalidade próxima de 100%.

Também vale conhecer o que a vacina não cobre. Não existe vacina de rotina disponível no Brasil contra FIV e FeLV nas condições em que a maioria dos tutores gostaria, e a prevenção passa por castração e ambiente protegido. Contra a esporotricose, a micose dos gatos que virou pauta do Julho Dourado, a proteção é evitar brigas e acesso à rua. E nem todo olho vermelho é infecção viral: veja por que na conjuntivite em cães e gatos o colírio humano pode piorar tudo.

E na sua casa, como é? Conte nos comentários — a gente lê e responde.

Aviso: este conteúdo é informativo e jornalístico. Ele não substitui a consulta a um médico-veterinário, único profissional habilitado a diagnosticar, prescrever e definir o tratamento do seu animal. Em caso de sintomas em pessoas, procure um médico.

Fonte: Cães & Gatos VetFood — Boehringer Ingelheim apresenta lançamentos estratégicos no Medvep 2026 (27/07/2026)

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

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