Passear com o cachorro olhando o celular? Estudo flagra o que os tutores deixam passar

· Atualizado em

· por

passear com cachorro no celular
Resposta rápida: pesquisadores da Universidade de Surrey (Reino Unido) observaram 40 horas de passeios em áreas verdes e registraram 11 vezes em que o tutor não percebeu o cachorro fazendo cocô. O uso de celular e fones de ouvido esteve ligado a esses descuidos — que, segundo o estudo, vêm mais da atenção dividida do que de má vontade.

Quem nunca aproveitou o passeio para responder mensagens? Um estudo publicado na revista científica Society & Natural Resources mostra que passear com o cachorro no celular tem um efeito colateral: o tutor simplesmente deixa de ver o que o cão está fazendo. A pesquisa foi feita pela Universidade de Surrey, na Inglaterra, e divulgada em setembro de 2026.

A equipe passou 40 horas observando passeios em parques e áreas rurais do condado de Surrey e ainda reuniu 15 pessoas diretamente afetadas — agricultores, gestores de áreas verdes, comerciantes e profissionais de conservação — para discutir os problemas.

O que o estudo viu nos passeios com cachorro e celular na mão

  • 11 episódios em que o tutor não notou o cachorro fazendo cocô;
  • uso de celular e fones de ouvido associado a esses cocôs “não vistos”;
  • fezes concentradas nos primeiros 50 a 100 metros a partir dos estacionamentos e ao longo das trilhas mais usadas;
  • cães soltos entrando em áreas sensíveis e perturbando aves.

O dado que mais chama atenção, porém, é outro: a maioria dos tutores recolheu as fezes corretamente. Para os pesquisadores, os problemas surgem porque a atenção está dividida ou porque a estrutura do local (lixeiras, áreas para soltar o cão) não combina com o jeito como as pessoas realmente passeiam.

As recomendações do estudo vão nessa linha: lixeiras perto dos pontos onde os cães costumam fazer as necessidades — e não só na entrada —, áreas específicas para cães soltos longe de habitats frágeis e mensagens curtas nos pontos de decisão das trilhas.

Por que vale guardar o celular no bolso

Além da questão ambiental, prestar atenção no passeio é um cuidado com a saúde do próprio cão. Olhar as fezes ajuda a perceber mudanças de cor e consistência, e recolher o cocô evita que ovos de vermes se espalhem pelo ambiente — um dos motivos pelos quais a vermifugação de cães e gatos precisa estar em dia.

O passeio também é o momento em que o cachorro “conversa” com você: orelhas, rabo e postura dizem se ele está com medo, animado ou incomodado. Entender a linguagem corporal do cachorro evita brigas com outros cães e sustos na rua. E, para cães que sofrem longe do tutor, um passeio de atenção plena ajuda a gastar energia e reduzir a ansiedade de separação.

Com a chegada da primavera e dos dias mais quentes, vale ainda escolher os horários certos para sair — veja as dicas para proteger cães e gatos do calor.

Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta a um médico-veterinário. Em caso de sintomas, procure atendimento para o seu animal.

Fonte: University of Surrey via EurekAlert! — Distracted dog walkers may be putting wildlife and livestock at risk (2026)

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

📈 Mais lidos