40% dos adultos escolheriam pets em vez de filhos, diz pesquisa

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Resposta rápida: uma pesquisa do instituto The Harris Poll indica que 40% dos adultos americanos escolheriam pets em vez de filhos se tivessem de optar, enquanto 39% ficariam com os dois e 21% prefeririam só filhos. Entre quem já tem animal, 83% dizem enxergá-lo como um filho.

A ideia de trocar a fralda pela coleira deixou de ser piada de internet e virou dado de pesquisa. Um levantamento do instituto norte-americano The Harris Poll, divulgado no relatório State of Pets, aponta que 40% dos adultos entrevistados nos Estados Unidos escolheriam ter pets em vez de filhos caso precisassem decidir entre as duas coisas.

Outros 39% disseram que gostariam de ter as duas experiências, e apenas 21% ficariam exclusivamente com filhos humanos. O recorte por geração é ainda mais expressivo: 55% dos entrevistados da Geração Z e da geração millennial afirmaram considerar priorizar animais.

O dado ganha peso quando se olha para o tamanho do fenômeno. Segundo a mesma pesquisa, 77% dos lares americanos têm pelo menos um animal de estimação, e 83% dos tutores declaram enxergar o bicho como um filho — não como um bem ou um passatempo.

Por que tanta gente escolheria pets em vez de filhos

As justificativas dadas pelos entrevistados são bastante práticas e ajudam a entender o movimento:

  • Fase de vida (45%) — a sensação de não estar no momento certo para criar uma criança;
  • Facilidade de manejo (35%) — a rotina de cuidado com um animal é percebida como mais administrável;
  • Custo (32%) — manter um pet sai mais barato do que criar um filho.

Vale um contraponto brasileiro a esse último item: barato não quer dizer irrelevante. Levantamentos nacionais mostram que o custo de ter um pet subiu cerca de 15% no último período, e nossa própria apuração sobre quanto custa ter um cachorro ou gato no Brasil aponta gasto anual na casa dos milhares de reais para um cão de porte médio. Consulta, vacina, ração e emergência entram na conta.

A tecnologia não substitui o bicho vivo

Um resultado chamou a atenção dos próprios pesquisadores: 86% dos entrevistados rejeitaram a ideia de conviver com pets de inteligência artificial. Ou seja, mesmo entre quem enxerga o animal como parte da família por razões de conveniência, o vínculo procurado é com um ser vivo — não com um simulacro.

Isso conversa com o que a ciência vem medindo sobre a relação entre humanos e animais. Estudos recentes já associaram a convivência com felinos a indicadores de saúde cardiovascular e mapearam o efeito real (e nem sempre linear) dos animais sobre o estresse do tutor.

A pesquisa foi feita nos Estados Unidos e retrata aquele mercado, mas o pano de fundo é internacional: famílias menores, urbanização, custo de vida alto e uma mudança cultural sobre o que conta como família. No Brasil, onde a população de pets é a terceira maior do mundo, o movimento tem endereço parecido — basta ver a expansão de serviços, planos e do mercado pet nacional.

Aviso: este conteúdo é informativo e jornalístico. Ele não substitui a consulta a um médico-veterinário para decisões sobre a saúde do seu animal, nem orientação profissional sobre planejamento familiar.

Fonte: Portal Cães e Gatos — dados do relatório State of Pets, do The Harris Poll.

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

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