Metade dos brasileiros evita falar sobre o envelhecimento do pet — e isso custa caro na saúde do animal

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Resposta rápida: uma pesquisa encomendada pela Royal Canin e conduzida pela Censuswide com 1.000 tutores brasileiros mostrou que 50% evitam falar sobre o envelhecimento do pet. O problema é que 35,2% também não adotam medidas preventivas porque o animal “aparenta estar bem” — e é justamente aí que doenças crônicas passam despercebidas.

Existe um silêncio comum nas casas brasileiras que tem pouco a ver com descuido e muito a ver com medo. Metade dos tutores simplesmente não fala sobre o fato de que o animal está ficando velho.

Os dados são de um levantamento inédito encomendado pela Royal Canin e realizado pela Censuswide, divulgado em julho de 2026. No Brasil foram ouvidos 1.000 responsáveis por cães e gatos, entre 17 e 24 de março de 2026; globalmente, a amostra chegou a 19.012 tutores em 18 países.

Os números do envelhecimento do pet que os tutores preferem não encarar

O retrato que a pesquisa monta é de afeto misturado com esquiva:

  • 50% dos brasileiros evitam falar sobre o envelhecimento dos pets;
  • 67% dos que evitam relatam muita tristeza ao pensar no tema;
  • 38,7% não querem enxergar o animal como idoso porque o consideram um familiar;
  • 63% temem não conseguir oferecer o suporte adequado quando chegar a hora;
  • 34,3% só pensam no assunto quando um problema já apareceu;
  • 35,2% não adotam medidas preventivas porque o animal “aparenta estar bem”;
  • 61,2% levam o pet a check-ups regulares;
  • 42,5% apontam o câncer como a maior preocupação.

Repare no par de números que forma a armadilha: 34,3% só pensam no assunto diante de um problema, e 35,2% se tranquilizam com a aparência do animal. Cães e gatos são especialistas em disfarçar dor e desconforto — um traço herdado de ancestrais para quem demonstrar fraqueza era perigoso.

O que muda quando o check-up vira rotina

A médica-veterinária Priscila Rizelo, citada na divulgação da pesquisa, resume o caminho: “iniciar check-ups e conversas de forma preventiva é a chave”. Ela destaca que longevidade saudável significa “ampliar o período vivido com saúde, antes do surgimento de doenças crônicas”.

Na prática, isso quer dizer trocar a consulta de emergência pela consulta de rotina — que em animais maduros costuma incluir exames de sangue e urina, controle de peso e avaliação de boca, rins e coração. Muitas das doenças que mais assustam os tutores são silenciosas no começo: é o caso da doença renal crônica em gatos e do hipertireoidismo em gatos, que se apresenta como um felino idoso que come muito e mesmo assim emagrece.

Manter o peso sob controle é outra alavanca conhecida: a obesidade em cães e gatos encurta a vida e agrava praticamente todas as doenças da terceira idade. E há um lado fascinante nessa história: os gatos idosos podem ajudar a desvendar o envelhecimento do cérebro humano, tamanha a semelhança entre as duas trajetórias.

Falar sobre a velhice do animal não antecipa a perda. Só antecipa o cuidado.

E na sua casa, como é? Conte nos comentários — a gente lê e responde.

Aviso: este conteúdo é informativo e jornalístico. Ele não substitui a consulta a um médico-veterinário, único profissional habilitado a diagnosticar, prescrever e definir o tratamento do seu animal. Em caso de sintomas em pessoas, procure um médico.

Fonte: Portal Pet News — Pesquisa inédita da Royal Canin revela que 50% dos brasileiros evitam falar sobre o envelhecimento de seus pets

ℹ️ Conteúdo informativo: este artigo não substitui orientação de um médico-veterinário.

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