Toda vez que um tutor reclama do preço da ração, a resposta padrão é “é a inflação”. Um relatório recente aponta outro fator, bem menos discutido: o imposto embutido em quase tudo que um animal consome no Brasil.
Os dados são do relatório “Faturamento e População Pet no Mundo – 2026”, apresentado pela Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet) e noticiado em 13 de julho de 2026.
Índice:
Os números do mercado pet no Brasil
O retrato do setor:
- Faturamento 2025: R$ 77,96 bilhões;
- Projeção 2026: R$ 81,24 bilhões, crescimento de 4,21%;
- Pet food 2026: projeção de R$ 42,94 bilhões, alta de 3,69%;
- População pet no Brasil: 166,8 milhões de animais — 3º lugar no mundo, atrás de China (438 milhões) e Estados Unidos (290 milhões);
- Por espécie: 62,5 milhões de cães (37,5%), 44,3 milhões de aves canoras, 33,3 milhões de gatos e 23,6 milhões de peixes ornamentais;
- Exportações cresceram 9% no 1º trimestre de 2026 ante igual período de 2025, com pet food representando 90,14% do total exportado.
Onde o imposto aparece na sua conta
A comparação internacional é o dado que incomoda:
- Brasil: 30% a 51%, conforme o estado;
- Estados Unidos: 8% a 10%;
- União Europeia: 15% a 18%.
Segundo a associação, essa carga é um dos maiores entraves para o setor alcançar seu potencial produtivo. Historicamente, boa parte do problema vem de a ração para cães e gatos ser tributada como item supérfluo, e não como alimento — uma distorção que o setor cobra revisar há anos.
Para o tutor, o efeito é prático: um percentual relevante do que se paga na ração, no antipulgas e no medicamento é tributo, não produto. E isso tem consequência de saúde pública — preço alto empurra famílias para alimentação inadequada, adiamento de vacina e, no limite, abandono.
Se você quer entender quanto o seu animal custa de fato, fizemos as contas: o estudo quanto custa ter um cachorro ou gato no Brasil em 2026 detalha o gasto anual por porte e espécie, e a calculadora de custo do pet simula o seu caso em segundos. Para o panorama completo do setor, veja nosso levantamento sobre o mercado pet no Brasil em 2026.
Uma forma legítima de reduzir a conta é usar o que é público: campanhas de vacinação antirrábica gratuita e programas municipais de castração existem justamente para isso.
E na sua casa, como é? Conte nos comentários — a gente lê e responde.
Fonte: AN9 — Abempet apresenta relatório Faturamento e População Pet no Mundo – 2026 (13/07/2026)


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