Resposta rápida: Patos de Minas (MG) confirmou 107 casos de leishmaniose canina entre janeiro e setembro de 2026, chegando a 317 cães infectados desde 2024. A doença não passa de cão para cão nem do cão para o tutor: a transmissão ocorre só pela picada do mosquito-palha infectado. A principal recomendação é o uso contínuo de coleira repelente.
A leishmaniose canina segue avançando pelo interior do país. Em Patos de Minas, no Alto Paranaíba mineiro, o município confirmou 107 cães com a doença entre janeiro e setembro de 2026 e anunciou a intensificação das ações de combate, segundo reportagem publicada em 29 de setembro pelo portal local Sou Patos.
O número do ano se soma a uma série que preocupa: desde 2024, já são 317 animais infectados na cidade. E, como o balanço de 2026 cobre apenas nove meses, o total ainda pode se aproximar do registrado no ano passado.
Índice:
Leishmaniose canina em números: a evolução em Patos de Minas
- 2024: 79 casos confirmados;
- 2025: 131 casos;
- 2026 (janeiro a setembro): 107 casos;
- Total desde 2024: 317 cães infectados.
Para conter o avanço, a prefeitura informou que está capacitando agentes de saúde e de combate a endemias para identificar casos suspeitos, mantendo visitas domiciliares de rotina para orientar os moradores e reforçando a conscientização sobre o uso contínuo de coleiras repelentes nos cães.
Moradores que notarem sinais suspeitos no animal podem procurar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município pelo telefone e WhatsApp (34) 3822-9624, em dias úteis, das 7h às 18h.
Como a doença é transmitida — e o que não transmite
Um ponto que a reportagem faz questão de esclarecer, porque ainda gera medo e abandono: a leishmaniose não é contagiosa no sentido comum. Ela não passa diretamente de um animal para outro nem do cão para o tutor por contato, lambida ou mordida. A transmissão acontece exclusivamente pela picada da fêmea infectada do flebotomíneo, o popular mosquito-palha.
Isso muda o foco da prevenção: em vez de isolar o cão, o que funciona é impedir a picada e reduzir os criadouros do inseto, que se reproduz em matéria orgânica úmida e sombreada. As medidas mais recomendadas por serviços de zoonoses são:
- manter no cão, o ano inteiro, coleira repelente com ação contra o mosquito-palha, trocando-a no prazo indicado pelo fabricante;
- limpar o quintal com frequência, recolhendo folhas, frutos caídos, fezes e restos de matéria orgânica;
- evitar passeios no fim da tarde e à noite, quando o inseto é mais ativo, e recolher o animal para dentro de casa nesse horário;
- usar telas de malha fina em canis e janelas, quando possível;
- levar o cão ao veterinário diante de emagrecimento, feridas que não cicatrizam, queda de pelo, crescimento exagerado das unhas ou apatia.
Os sintomas, o diagnóstico e as opções de manejo estão detalhados no nosso guia completo de leishmaniose em cães. Sobre a vacina, que teve a comercialização suspensa no Brasil, explicamos o cenário em como proteger o cão da leishmaniose sem vacina em 2026.
Patos de Minas não é um caso isolado. Em agosto, Cuiabá confirmou 249 cães com leishmaniose em seis meses, com um caso humano. A doença é uma das zoonoses de maior relevância no Brasil e, com a chegada dos meses mais quentes e chuvosos, a atividade do mosquito tende a aumentar — o que torna a primavera o momento certo para revisar a coleira e o controle de pulgas e carrapatos do seu animal.
Mora em área com casos registrados? Converse com o veterinário sobre a rotina de exames. Muitos cães infectados passam meses sem sintomas, e o diagnóstico precoce amplia as possibilidades de cuidado.
Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui a consulta a um médico-veterinário (para o animal) nem a um médico (para pessoas). Em caso de dúvida ou sintoma, procure atendimento profissional.
Fonte: Sou Patos — Com 107 casos em 2026, Patos de Minas intensifica combate à leishmaniose canina.


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