Se existe um diagnóstico que assombra quem tem gato idoso, é esse. A doença renal crônica é silenciosa por anos e, quando dá sinais claros, boa parte da função dos rins já se perdeu.
O tema dominou o Cat Congress 2026, realizado nos dias 6 e 7 de junho de 2026, cujas novidades foram divulgadas em junho. O pano de fundo é demográfico: os gatos estão vivendo mais, e doenças crônicas de felinos idosos deixaram de ser exceção.
Índice:
Os números da doença renal crônica em gatos
Os dados apresentados dão a dimensão do problema:
- Entre 15% e 30% dos gatos acima de 12 anos convivem com a condição;
- Até 65% dos animais com progressão da doença desenvolvem anemia associada à insuficiência renal;
- O Brasil tem cerca de 30 milhões de gatos domésticos;
- O mercado pet nacional movimentou R$ 78 bilhões em 2025.
A anemia é a parte menos comentada e uma das mais cruéis: ela some com a disposição do animal, agrava a perda de apetite e alimenta um ciclo de emagrecimento e fraqueza.
O que foi apresentado — e por que só o veterinário decide
Entre as soluções mostradas no congresso, todas da Elanco Saúde Animal, estão:
- Elura™ — para gerenciamento de peso e ganho de massa magra, por estímulo do apetite, em gatos com DRC;
- Varenzin™ — descrito como “o primeiro medicamento veterinário oral desenvolvido exclusivamente para o tratamento da anemia em gatos com DRC”;
- Bexacat™ (bexagliflozina) — para diabetes felino, com lançamento previsto para o segundo semestre do ano;
- Credeli™ Gatos — para controle de pulgas em felinos.
Vale o alerta óbvio e necessário: nada disso é item de prateleira. São medicamentos de prescrição, com indicação, dose e monitoramento definidos por médico-veterinário a partir de exames. Automedicar gato com rim comprometido é um caminho curto para piorar o quadro.
Para o tutor, o que muda o prognóstico continua sendo o diagnóstico precoce. Isso significa exames de sangue e urina de rotina a partir dos 7 anos, atenção a sede excessiva, xixi em maior volume, emagrecimento e pelo sem brilho. Entenda o quadro completo no nosso guia sobre a doença silenciosa que atinge os gatos idosos.
Na frente da pesquisa, há um caminho promissor sendo estudado no Japão: a proteína AIM, que pode mudar o tratamento da DRC felina. Sintomas inespecíficos também merecem investigação: gato vomitando com frequência não é normal, e o hipertireoidismo costuma andar de mãos dadas com a doença renal em felinos idosos.
E na sua casa, como é? Conte nos comentários — a gente lê e responde.


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